Senado avança com piso salarial de R$ 3.847 para merendeiras e outros profissionais da educação

Proposta prevê remuneração mínima nacional para trabalhadores de apoio das escolas públicas. Texto ainda precisa passar por outra comissão antes de seguir para as próximas etapas.

por Bruno Santana

Uma proposta aprovada nesta terça-feira (3) pela Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado pode mudar a remuneração de milhares de trabalhadores das escolas públicas brasileiras. O texto estabelece um piso salarial nacional de R$ 3.847,97 para profissionais de apoio da educação básica, incluindo merendeiras, auxiliares de limpeza e secretários escolares.

O valor corresponde a 75% do piso salarial nacional dos professores, atualmente fixado em R$ 5.130,63. A regra considera profissionais com formação de nível médio e jornada de até 40 horas semanais.

A medida ainda NÃO está valendo. O projeto segue para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde será avaliado, entre outros pontos, o impacto financeiro da proposta.

👥 Quem poderá receber o novo piso salarial?

O projeto contempla profissionais que trabalham diretamente no funcionamento das escolas públicas, mas que não exercem atividades de docência.

Entre as categorias beneficiadas estão:

🍽️ Merendeiras e profissionais responsáveis pela alimentação escolar;
🧹 Auxiliares de limpeza e serviços gerais;
📋 Secretários escolares;
🏫 Outros trabalhadores que exercem funções de apoio à educação básica pública.

Para ter direito ao valor integral previsto, o profissional deverá possuir formação de nível médio e cumprir jornada de até 40 horas semanais. Quem trabalha menos horas deverá receber um valor proporcional à jornada.

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💰 Quanto será o salário mínimo previsto?

O projeto estabelece que o piso dos profissionais de apoio corresponda a 75% do valor pago como piso nacional aos professores.

Confira os valores:

Referência Valor
Piso dos professores R$ 5.130,63
Percentual para apoio escolar 75%
Novo piso proposto R$ 3.847,97

O valor representa uma referência mínima para o vencimento inicial desses trabalhadores, considerando os critérios estabelecidos no projeto.

🏛️ Quem será responsável pelo pagamento?

Caso a proposta seja aprovada definitivamente e entre em vigor, a regra deverá ser considerada pelos governos responsáveis pela contratação e remuneração dos profissionais.

Isso inclui:

  • União;

  • Governos estaduais;

  • Governo do Distrito Federal;

  • Prefeituras municipais.

Na prática, as administrações públicas deverão considerar o novo piso ao estabelecer o salário inicial dos profissionais contemplados.

📌 Por que a proposta foi apresentada?

O projeto de lei 2.531/2021 é de autoria da então deputada federal Rose Modesto (União-MS).

O relator no Senado, Marcelo Castro (MDB-PI), defendeu a aprovação e argumentou que a ausência de um parâmetro nacional contribui para diferenças salariais entre regiões e municípios.

A proposta busca reconhecer a importância dos profissionais que garantem o funcionamento das escolas, desde a alimentação dos estudantes até a organização e conservação dos espaços.

Apesar do apoio à iniciativa, senadores também levantaram dúvidas sobre os custos da medida para estados e municípios. Por isso, a análise da Comissão de Assuntos Econômicos será uma etapa importante para definir os próximos passos.

Atenção: a aprovação na Comissão de Educação não significa que o aumento salarial já esteja garantido. O piso de R$ 3.847,97 ainda depende da conclusão da tramitação e da entrada em vigor da futura lei.

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Da Redação do Tribuna de Parnaíba

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