Há exatamente um ano, na manhã de 27 de agosto de 2025, Parnaíba recebia uma das notícias mais dolorosas e impactantes de sua história recente. O vereador Thiciano Ribeiro e a então comandante da Guarda Civil Municipal de Parnaíba, Penélope Miranda, foram mortos a tiros em Teresina.
O crime chocou a cidade, provocou comoção e deixou uma marca profunda na população parnaibana. Doze meses depois, o homem acusado de cometer os assassinatos, Francisco Fernando de Oliveira Castro, continua preso, mas ainda não foi submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
O processo, no entanto, avançou.
No dia 28 de julho deste ano, a juíza Maria Zilnar Coutinho Leal, da 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri de Teresina, decidiu pronunciar Francisco Fernando, ou seja, determinou que ele responda perante o júri popular pelas mortes de Penélope e Thiciano. A prisão preventiva do acusado também foi mantida.
⚖️ Feminicídio e homicídio qualificado
Pela morte de Penélope Miranda, Francisco Fernando deverá responder por feminicídio, com as qualificadoras relacionadas ao contexto de violência doméstica e ao menosprezo à condição de mulher.
Já pela morte do vereador Thiciano Ribeiro, ele foi pronunciado por homicídio qualificado, com qualificadoras que incluem, segundo a decisão judicial, o motivo torpe e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
O acusado também responderá por lesão corporal culposa contra um taxista que foi atingido durante a ação criminosa. Nesse caso, a Justiça afastou a acusação de tentativa de homicídio, entendendo que o taxista não era alvo direto dos disparos.
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🔎 Crime abalou Parnaíba
O duplo homicídio aconteceu nas proximidades de um hospital particular, na Rua Dr. Arêa Leão, no Centro de Teresina.
Segundo a investigação, Francisco Fernando utilizou uma pistola calibre 9 milímetros pertencente ao acervo institucional da Guarda Civil Municipal de Parnaíba. Penélope e Thiciano morreram no local. O acusado foi localizado e preso horas após o crime, em uma ação integrada das forças de segurança.
A Polícia Civil concluiu o inquérito apontando que o crime teria sido premeditado. A investigação também reuniu imagens de câmeras de segurança, depoimentos e outros elementos que passaram a integrar o processo criminal.

1 ano da morte do Vereador Thiciano e GCM Penélope
💔 Separação, perseguição e violência
De acordo com a acusação e os depoimentos reunidos durante o processo, Francisco Fernando não aceitava o fim do relacionamento com Penélope, com quem havia mantido uma relação por cerca de dez anos.
Testemunhas relataram à Justiça que Penélope teria sido perseguida pelo ex-companheiro após a separação. O processo também reúne relatos sobre um comportamento controlador e tentativas de interferir nas escolhas pessoais e profissionais da então comandante da Guarda Municipal de Parnaíba.
Durante interrogatório, Francisco Fernando confessou ter efetuado os disparos contra as vítimas. A defesa apresentou sua versão dos fatos, que deverá ser confrontada com as provas e argumentos apresentados pelas partes durante o julgamento popular.
⏳ Um ano depois, a espera por Justiça continua
Um ano após as mortes de Penélope Miranda e Thiciano Ribeiro, o caso já ultrapassou importantes etapas do processo criminal e chegou à fase que antecede o julgamento pelo Tribunal do Júri.
Mas o julgamento que deverá colocar diante dos jurados a acusação, a defesa e as provas reunidas ao longo da investigação ainda não tem data definida.
Para familiares, amigos e para uma cidade que acompanhou, consternada, cada novo capítulo do caso, permanece a mesma pergunta: quando Francisco Fernando será, finalmente, levado a julgamento pelas mortes que chocaram Parnaíba e todo o Piauí?
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Da Redação do Tribuna de Parnaíba
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