SUS amplia tratamento contra leucemia mieloide aguda e inclui nova terapia para adultos

Tratamento com novos medicamentos será oferecido em até 180 dias para pacientes que não podem fazer quimioterapia intensiva. Nova combinação amplia opções no SUS para adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada

por Bruno Santana

O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer uma nova opção de tratamento para pacientes adultos diagnosticados com leucemia mieloide aguda (LMA), um tipo de câncer que afeta a produção das células do sangue.

A mudança inclui a combinação dos medicamentos venetoclax e azacitidina para pacientes que receberam o diagnóstico recentemente e que, por condições clínicas, não podem passar pelo tratamento tradicional com quimioterapia intensiva.

A incorporação foi definida pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria nº 30/2026 e segue recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A nova terapia deverá estar disponível na rede pública em até 180 dias.

👥 Quem será beneficiado?

O novo tratamento é voltado principalmente para adultos com leucemia mieloide aguda que apresentam limitações clínicas que impedem o uso da quimioterapia mais agressiva.

Na prática, a medida cria uma alternativa terapêutica para pacientes que antes tinham menos opções de tratamento dentro da rede pública.

A leucemia mieloide aguda é uma doença que começa na medula óssea, responsável pela produção das células do sangue. Quando ocorre uma alteração genética, algumas dessas células passam a se multiplicar de forma descontrolada.

🚨 Por ser uma forma aguda da doença, o diagnóstico rápido e o início do acompanhamento especializado são fatores importantes para aumentar as chances de controle do câncer.

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🏥 Como o paciente terá acesso?

O acesso seguirá o fluxo normal do SUS:

✅ O paciente precisa ter diagnóstico confirmado por equipe médica especializada;
✅ O acompanhamento deve ocorrer na rede de saúde responsável pelo tratamento oncológico;
✅ Quando a nova terapia estiver disponível, os serviços habilitados pelo SUS poderão indicar o tratamento conforme avaliação médica.

A inclusão do medicamento não significa que todos os pacientes receberão automaticamente a combinação. A indicação dependerá da avaliação do médico responsável, considerando o quadro clínico de cada pessoa.

⏳ Quando começa a valer?

A previsão é que a terapia esteja disponível no SUS em até 180 dias após a publicação da portaria, período necessário para organização da oferta na rede pública.

O Ministério da Saúde informou ainda que o relatório técnico que fundamentou a decisão ficará disponível para consulta pública no portal da Conitec.

A recomendação é que pacientes e familiares acompanhem as orientações das unidades de saúde onde já realizam o tratamento.

📌 Serviço: quem tiver dúvidas deve procurar a unidade de saúde de referência ou o serviço especializado onde realiza o acompanhamento pelo SUS.

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Da Redação do Tribuna de Parnaíba

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