Atropelamento em Parnaíba expõe limitação do SAMU e exige improviso no resgate

Acidente na Avenida Chagas Rodrigues deixou motociclista e pedestre feridos; segundo informações apuradas, Parnaíba conta com apenas duas viaturas do SAMU em funcionamento para atender 05 cidades

por Bruno Santana

Um atropelamento registrado na noite de sábado (17), no cruzamento da avenida Governador Chagas Rodrigues com a rua Humberto de Campos, em Parnaíba, deixou duas pessoas feridas e trouxe à tona uma preocupação sobre a capacidade de resposta do serviço de urgência do município: a disponibilidade de ambulâncias para atender ocorrências simultâneas.

O acidente aconteceu por volta das 18h25 e envolveu uma motocicleta Honda XRE 300, conduzida por um policial militar, integrante da ROCAM, que estava em serviço, e uma pedestre identificada apenas como Cristina, uma mulher em situação de rua.

🚑 Duas vítimas precisaram de atendimento

De acordo com o registro da ocorrência, informações de populares apontam que o motociclista seguia pela avenida no sentido a beira-rio, quando a pedestre atravessou subtamente a pista. As circunstâncias do atropelamento deverão ser apuradas.

A vítima, identificada como Cristina apresentava suspeita de traumatismo cranioencefálico (TCE), fratura exposta no braço direito e suspeita de fratura na perna direita. O policial militar também sofreu lesões corporais de menor intensidade.

As duas vítimas precisaram de socorro e foram encaminhadas para atendimento médico no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA).

⚠️ Apenas duas viaturas do SAMU estão funcionando

O ponto que chama atenção na ocorrência é a estrutura disponível para o atendimento de urgência em Parnaíba.

Segundo as informações apuradas pela reportagem, o município contava, naquele momento, com apenas duas viaturas do SAMU em funcionamento: uma unidade básica e uma avançada. Uma terceira viatura estaria quebrada havia mais de um mês.

Viatura azul, não pertence ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e não é aparelhada como uma unidade do serviço

Quando o atropelamento aconteceu, a ambulância básica já atendia outro acidente. Diante da gravidade dos ferimentos apresentados pela pedestre, a unidade avançada foi deslocada para a ocorrência.

Com duas vítimas necessitando de atendimento, porém, surgiu um problema: não havia outra viatura do SAMU disponível para socorrer o motociclista.

🚨 Ambulância social foi utilizada no atendimento

A solução encontrada foi recorrer a uma ambulância social vinculada ao pronto-socorro municipal, normalmente destinada a transportes considerados mais simples e que não dispõe da mesma estrutura de uma unidade do SAMU.

Ainda conforme as informações obtidas pela reportagem, foi necessário improvisar uma equipe de resgate para viabilizar o atendimento do segundo ferido.

O episódio levanta questionamentos sobre a capacidade operacional do serviço de urgência diante de ocorrências simultâneas. Embora a utilização de outro veículo possa representar uma alternativa em situações excepcionais, é importante esclarecer quais recursos estavam disponíveis, como foi organizado o atendimento e se houve algum impacto no tempo de socorro às vítimas.

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🏥 O que se sabe sobre a ocorrência

O registro informa que a motocicleta envolvida pertence à Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí e que o condutor estava devidamente habilitado. A via possuía pavimentação asfáltica e iluminação pública.

Não foi possível realizar o teste de alcoolemia no motociclista porque ele estava sob cuidados médicos.

A pedestre não portava documentos pessoais e não houve comparecimento de familiares ao local, o que impediu sua identificação civil completa.

📢 Frota e capacidade de resposta precisam ser esclarecidas

O caso coloca em discussão uma questão essencial para a população: Parnaíba dispõe de ambulâncias suficientes para atender mais de uma emergência ao mesmo tempo?

A situação mostrou a necessidade de esclarecimentos sobre a viatura que estaria fora de operação há mais de um mês, a previsão de retorno ao serviço e os protocolos adotados quando as unidades do SAMU já estão ocupadas.

A Tribuna de Parnaíba acompanha o caso e buscará esclarecimentos dos órgãos responsáveis sobre as condições da frota, a disponibilidade de equipes e a estrutura de atendimento pré-hospitalar no município.

Em situações de emergência, a disponibilidade de veículos e profissionais pode ser decisiva para garantir assistência rápida e adequada a quem precisa.

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Da Redação do Tribuna de Parnaíba

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