Mesmo com ordem judicial, paciente não resistiu à demora por vaga em UTI especializada, Caso revela colapso silencioso na regulação de leitos de alta complexidade
Um paciente morreu enquanto aguardava transferência para uma unidade com atendimento oncológico e leito de UTI, mesmo após decisão judicial favorável que determinava o encaminhamento. O caso levanta questionamentos sobre a efetividade do sistema de regulação e o tempo de resposta em situações de alta complexidade.
O paciente estava internado há mais de 13 dias no Hospital Satélite em Teresina e precisava de atendimento especializado com urgência. A solicitação de transferência já havia sido feita, mas ele chegou a ocupar a 17ª posição na fila por um leito de UTI em hospital com estrutura adequada para o tratamento.
Diante da gravidade do quadro, o advogado Wallyson Soares ingressou com uma ação judicial e obteve decisão favorável em menos de 24 horas. No entanto, o paciente morreu no dia seguinte, antes que a transferência fosse realizada.

Segundo Wallyson, o caso evidencia falhas na capacidade de resposta do sistema,
A decisão saiu rapidamente, mas não houve tempo suficiente para que o atendimento fosse efetivado”, afirmou.
O advogado também destacou que situações como essa reforçam a necessidade de revisão dos fluxos de regulação e ampliação da oferta de leitos especializados, especialmente em casos considerados urgentes.
Ele ainda manifestou solidariedade à família do paciente e defendeu a apuração das circunstâncias do caso, além da adoção de medidas para evitar que episódios semelhantes se repitam.
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