Professores de Parnaíba podem perder dinheiro se não aparecerem no levantamento oficial do FUNDEF

por Bruno Santana

Levantamento histórico vai definir quem tem direito ao dinheiro do precatório entre 2001 e 2006. Educadores da rede básica, diretores e coordenadores precisam reunir provas de tempo de serviço.

Quem trabalhou na educação básica municipal de Parnaíba, entre 2001 e 2006 pode ter valores a receber do precatório do antigo FUNDEF. Mas há um alerta direto: sem cadastro, sem comprovação de tempo de serviço e sem acompanhamento do levantamento, o profissional pode ficar fora do rateio. ⚠️

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O pagamento não será automático.

A indenização depende de uma etapa burocrática decisiva: a identificação nominal de cada servidor que atuou no período. Isso inclui professores em sala, diretores, coordenadores e supervisores escolares.

Segundo o advogado Celso Oliveira, do projeto Precatório Fundef Tem Dono, a Lei Municipal quando aprovada, apenas autorizará o rateio. O dinheiro só será dividido após um pente-fino nos arquivos públicos, com análise de contratos, cargas horárias e meses efetivamente trabalhados. Sem essa conferência, ninguém entra na lista.

O que está acontecendo agora?

Uma comissão de beneficiários independentes iniciou o acompanhamento técnico para:

  • acessar arquivos funcionais históricos

  • levantar nomes de servidores entre julho de 2001 e dezembro de 2006

  • calcular tempo de serviço e carga horária

  • definir o valor proporcional de cada indenização

Os pedidos formais de acesso já foram protocolados nas secretarias municipais, no Instituto de Previdência e junto à administração.

O procedimento segue orientação do Tribunal de Contas do Estado do Piauí, que exige transparência e conferência técnica dos dados.

Onde está o risco para o trabalhador?

Muitos profissionais atuaram como:

  • contratados

  • EJA

  • cargas horárias variáveis (20h/40h)

  • vínculos antigos sem digitalização

Esses casos não aparecem automaticamente nos sistemas.

Sem documentação, a administração pode não localizar o servidor. Resultado: exclusão do rateio.

“Não existe botão automático que gere a lista completa do histórico funcional”, explicou o advogado.

Próximo passo após aprovação da Lei

A expectativa é que após aprovada a Lei, a prefeitura de Parnaíba publique um edital convocando os beneficiários para se apresentarem com documentos.

📌 Quem deve se preparar:

  • professores

  • diretores

  • coordenadores

  • supervisores

  • servidores da educação básica do período

📄 Documentos importantes:

  • portarias

  • contracheques antigos

  • contratos

  • registros de lotação

  • comprovantes de carga horária

Quando sai o valor?

O cálculo individual só será possível após:

  1. identificar todos os beneficiários

  2. somar meses trabalhados

  3. cruzar a carga horária

  4. dividir o montante proporcionalmente

A previsão, segundo a assessoria, é que os valores individuais só sejam conhecidos nos últimos 15 dias antes do pagamento.

Até lá, o foco é localizar cada profissional.

Por que isso importa?

O precatório representa uma indenização histórica para trabalhadores da educação. Para muitos, pode significar:

  • quitar dívidas

  • reorganizar o orçamento

  • garantir estabilidade financeira

Mas quem não comprovar o vínculo pode simplesmente não receber.

👉 A orientação é acompanhar o edital e reunir documentos o quanto antes. Clique aqui para mais informações

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Da Redação do Tribuna de Parnaíba

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