Derrota por 4 a 0 para o Fluminense-PI sela queda histórica no Estadual. Por uma triste coincidência, a data marca o nascimento do ex-presidente que comandou o clube por quatro décadas.
O futebol costuma ser cruel com datas simbólicas. Nesta terça-feira, 18 de fevereiro, dia em que o ex-presidente Sr. Pedro Alelaf completaria 108 anos, o Parnahyba Sport Club viveu o momento mais doloroso de seus 113 anos de história.
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Dentro de campo, o Tubarão foi goleado por 4 a 0 pelo Fluminense-PI, resultado que confirmou matematicamente o primeiro rebaixamento da história azulina no Campeonato Piauiense. Fora dele, a coincidência histórica pesou ainda mais: a queda aconteceu justamente na data de nascimento do homem que por décadas simbolizou estabilidade, força administrativa e conquistas no clube.
Não foi apenas uma derrota. Foi um marco negativo que atinge a identidade de um dos times mais tradicionais do futebol piauiense.
📉 A campanha que terminou em queda
Os números explicam o desfecho amargo:
❌ Fluminense-PI 4×0 Parnahyba
❌ Parnahyba 1×2 Oeirense
➖ Parnahyba 0×0 Altos
❌ Piauí 1×0 Parnahyba
❌ Corisabbá 2×1 Parnahyba
➖ Parnahyba 2×2 Atlético Piauiense
Sem vitórias e com sequência de derrotas decisivas, o Tubarão afundou na tabela até confirmar a queda para a Série B estadual.
Para um clube acostumado a disputar títulos, a campanha destoou completamente do peso da camisa.
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🏟️ Um gigante centenário
Fundado em 1º de maio de 1913, o Parnahyba é o clube mais antigo em atividade no Piauí. Nasceu da influência inglesa no litoral, a partir da iniciativa de Zeca Corrêa, e construiu uma trajetória vitoriosa:
🏆 13 títulos estaduais
🏆 Tricampeonato (2004–2006)
🏆 Bicampeonato (2012–2013)
🏆 Última taça em 2017
O “Tubarão do Litoral” sempre foi sinônimo de tradição, camisa pesada e protagonismo.
Até agora, jamais havia conhecido o rebaixamento.
🕊️ A sombra do “Eterno Presidente”
A coincidência da data transformou o rebaixamento em algo ainda mais simbólico e doloroso.
Pedro Alelaf, nascido em 18 de fevereiro de 1918, comandou o clube por quatro décadas a partir de 1969. Foi o dirigente mais longevo e influente da história azulina, para muitos, o maior de todos.
Sob sua gestão, o Parnahyba se estruturou, conquistou títulos e consolidou respeito estadual. Seu nome batiza o estádio municipal de Parnaíba, palco de tantas glórias.
Por isso, torcedores não deixaram de notar o peso histórico do dia:
👉 o clube que ele ajudou a erguer viveu sua maior queda justamente na data que celebraria seu aniversário.
Entre veteranos e ex-jogadores, o sentimento é de que o saudoso Pedro Alelaf simbolizava organização, comando firme e amor incondicional ao escudo, valores que hoje parecem fazer falta.
🔵 O que vem agora?
O desafio passa a ser reconstrução.
O Parnahyba terá de disputar a Segunda Divisão do estadual pela primeira vez, reformular planejamento, elenco e gestão, e recuperar a confiança do torcedor.
Se a história ensina algo, é que o Tubarão já superou crises antes.
Mas, desta vez, a ferida é profunda, não apenas esportiva, e sim emocional.
No dia em que o Parnahyba lembrava o nascimento de seu dirigente mais emblemático, o clube escreveu a página mais triste de sua trajetória.
Agora, resta transformar luto em reação. Porque quem tem tradição não cai para sempre.
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Da Redação do Tribuna de Parnaíba
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