Rafael Fonteles decreta emergência sanitária no Piauí e impõe restrições à criação e transporte de porcos

por Bruno Santana

Decreto estadual vale por 180 dias e impõe regras rígidas após foco de peste suína no estado. Medida atinge criadores, comércio de carne e circulação de animais em todo o Piauí.

A criação de porcos, o transporte de animais e até a chegada da carne suína aos mercados da planície litorânea e, de todo o Piauí passam, a partir de agora, por restrições imediatas. O motivo é a confirmação de um foco de Peste Suína Clássica (PSC) no estado, que levou o Governo do Piauí a decretar Estado de Emergência Zoossanitária em todo o território estadual, com validade de 180 dias.

Na prática, a decisão impacta diretamente criadores familiares, pequenos produtores, atravessadores, feirantes, frigoríficos e consumidores, especialmente em regiões onde a suinocultura tem papel importante na economia local e no sustento das famílias.


O que muda na rotina do cidadão?

Com o decreto já em vigor, fica controlada a circulação de suínos vivos, carne suína e produtos considerados de risco em todo o estado. Nenhum transporte pode ocorrer fora das normas definidas pelos técnicos da Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (ADAPI). 🚨

Isso significa:

  • Transporte de porcos entre municípios pode ser barrado ou fiscalizado;

  • Abates e comercialização podem sofrer atrasos ou restrições;

  • Pequenos criadores precisam seguir orientações técnicas obrigatórias;

  • O descumprimento pode gerar sanções administrativas.


A decisão por trás da medida

O decreto foi adotado após laudos oficiais do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, vinculado ao Ministério da Agricultura, confirmarem a presença do vírus da PSC no município de Porto (distante 206 km de Parnaíba).

Diante do risco de disseminação para outras regiões (inclusive o litoral) o governo optou por uma medida ampla, colocando todo o estado sob emergência, e não apenas a área do foco inicial.


Quem é responsável e o que será feito?

A ADAPI passa a ser o órgão central da operação, com poderes para:

  • Definir regras de circulação de animais e produtos;

  • Coordenar ações de campo;

  • Adotar medidas de controle e erradicação da doença;

  • Comprar insumos e materiais necessários.

O Diretor-Geral da ADAPI está autorizado a expedir normas específicas, enquanto a execução ocorre sob supervisão da Secretaria de Assistência Técnica e Defesa Agropecuária.

📅 Prazo: o Estado de Emergência vale por 180 dias, podendo impactar toda a cadeia produtiva durante esse período.

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Alerta ao produtor e ao consumidor

A Peste Suína Clássica não oferece risco à saúde humana, mas causa grandes prejuízos econômicos, podendo levar ao sacrifício de animais e à interrupção de atividades produtivas.

👉 Criadores devem procurar a ADAPI para orientação.
👉 Consumidores devem ficar atentos à procedência da carne.
👉 Denúncias de transporte irregular podem ser feitas aos órgãos de fiscalização.

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Da Redação do Tribuna de Parnaíba

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