Mais de 100 pacientes estão sem atendimento no CAPS II de Parnaíba após fim dos contratos de psicólogos. Pacientes relatam retorno de sintomas depressivos e crises de ansiedade devido a interrupção do tratamento.
A denúncia foi feita ao portal Tribuna de Parnaíba nesta terça-feira (13), por um usuário do CAPS II, localizado no bairro Dirceu Arcoverde, em Parnaíba. Segundo o relato, o trabalho de grupos terapêuticos foram suspensos em razão do encerramento dos contratos dos profissionais psicólogos, ocorrido em 31 de dezembro de 2025, sem que houvesse renovação ou contratação de substitutos.
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A apuração da reportagem confirma que quatro grupos terapêuticos estão atualmente suspensos. Cada grupo atende, em média, 25 pacientes, o que eleva o número de pessoas diretamente afetadas para mais de 100 usuários desassistidos.
| Os grupos terapêuticos são parte estruturante do tratamento oferecido pelo CAPS II, que atende pacientes com transtornos mentais severos e persistentes, conforme diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental.
A ausência dessa rotina terapêutica gera suspeita de prejuízo clínico, uma vez que os relatos apontam para o surgimento de crises de ansiedade, agravamento de sintomas depressivos e isolamento social. |
Contratos encerrados e ausência de providências
De acordo com as informações apuradas, os profissionais que conduziam os grupos acompanhavam os pacientes há mais de quatro anos, o que reforça a importância do vínculo terapêutico interrompido. O encerramento dos contratos no último dia do ano, sem planejamento público para garantir a continuidade do serviço, levanta questionamentos sobre a gestão administrativa da unidade e da Secretaria Municipal de Saúde.
Até o momento, não há previsão oficial de renovação contratual ou de novo processo de contratação, o que mantém os usuários em situação de vulnerabilidade e insegurança quanto à continuidade do tratamento.
Por pura ironia (ou descaso), a situação se agrava por ocorrer durante o Janeiro Branco, mês nacional de conscientização sobre a saúde mental, o que evidencia um descompasso entre o discurso institucional e a prática administrativa. |
Responsabilidades institucionais e o que precisa ser esclarecido
Cabe à Secretaria Municipal de Saúde de Parnaíba e à direção do CAPS II esclarecer:
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Por que os contratos foram encerrados sem planejamento de substituição;
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Se houve falha administrativa, orçamentária ou contratual;
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Quais medidas emergenciais estão sendo adotadas para evitar danos aos pacientes;
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Quando os grupos terapêuticos serão retomados.
A interrupção prolongada desse serviço pode configurar violação ao princípio da continuidade do cuidado no SUS, além de gerar impactos diretos na saúde e na dignidade dos usuários.
⚠️ A Tribuna de Parnaíba seguirá acompanhando o caso e cobrando respostas oficiais das autoridades responsáveis. 🧠
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Da Redação do Tribuna de Parnaíba
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