Remanejamento de R$ 2,85 milhões atinge professores, unidades de saúde e contratos essenciais em Parnaíba. Educação e Saúde pagam a conta de ajuste orçamentário que impacta serviços diretos à população.
Decreto nº 334, assinado pelo prefeito Francisco Emanuel, revela que áreas essenciais pagaram a conta do ajuste financeiro
A Prefeitura de Parnaíba publicou no Diário Oficial desta sexta-feira (09) o Decreto nº 334/2025, que autoriza a abertura de um crédito suplementar de R$ 2.852.449,77 no orçamento municipal.
Apesar do discurso técnico, a leitura detalhada do documento revela um dado preocupante: o dinheiro foi obtido por meio de cortes diretos em áreas sensíveis como Educação, Saúde e Infraestrutura, afetando serviços que chegam diretamente à população.
O decreto deixa claro que o reforço orçamentário só foi possível graças à anulação de dotações já previstas, ou seja, recursos que estavam programados para ações concretas simplesmente foram retirados do caminho.
📚 Educação: Professores e contratações no alvo dos Cortes
Na Educação, os impactos são evidentes. O decreto cancela recursos destinados a:
❌ Contratação por tempo determinado na Secretaria de Educação;
❌ Despesas de exercícios anteriores, comuns em ajustes de pagamentos atrasados;
❌ Remuneração e encargos dos professores da educação básica;
❌ Redução de recursos do FUNDEB, inclusive na complementação da União (VAAT).
Embora parte do dinheiro tenha sido redirecionada para cobrir obrigações patronais e folha de pagamento, o efeito prático é claro:
👉 menos margem para contratação de profissionais,
👉 menos capacidade de resposta da rede municipal,
👉 risco de sobrecarga nas escolas.
Na prática, o município opta por apagar incêndios administrativos, sacrificando a estrutura que sustenta o funcionamento diário da educação pública.
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🏥 Saúde: Estratégia Saúde da Família sofre baixa
Na área da Saúde, o cenário é ainda mais sensível. O decreto promove anulações significativas em ações da atenção básica, incluindo:
❌ Cortes em contratações temporárias;
❌ Redução de recursos da Estratégia Saúde da Família (ESF);
❌ Anulação de verbas para o Centro Integrado da Saúde da Mulher;
❌ Redução em ações odontológicas e unidades básicas.
Esses cortes atingem exatamente o ponto onde o cidadão mais precisa do poder público: o atendimento básico, próximo de casa, preventivo e contínuo.
Enquanto o texto oficial fala em “humanização em saúde”, o orçamento mostra o caminho inverso: menos recursos para quem está na linha de frente.
🧮 Remanejamento não é neutro: Alguém sempre paga a conta
O Decreto nº 334 evidencia uma realidade que raramente é explicada à população: 👉 crédito suplementar não cria dinheiro novo, apenas muda o dinheiro de lugar.
E, neste caso, o ajuste financeiro foi feito às custas da educação pública e da saúde básica, áreas que deveriam ser prioridade absoluta em qualquer gestão.
O documento também aponta anulações em infraestrutura, inclusive em ações de esgotamento sanitário e projetos urbanos, reforçando que o impacto do decreto vai além do papel.
📰 Papel da imprensa: vigiar, explicar e alertar
O Tribuna de Parnaíba seguirá acompanhando:
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Se esses cortes resultarão em falta de profissionais;
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Se haverá prejuízo no atendimento à população;
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Se novos decretos repetirão o mesmo padrão.
Porque quando decisões técnicas afetam a vida real, o cidadão precisa saber onde o dinheiro foi cortado e por quê.
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Da Redação do Tribuna de Parnaíba
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