Um áudio atribuído ao ex-superintendente de Turismo Valdecir Galvão, e, que circulou amplamente nas redes sociais durante todo o domingo, sugere que prefeito sabia da ordem de derrubada do cruzeiro da Pedra do Sal, e que, a exoneração pode ter sido “estratégia teatral” para tentar blindar Francisco Emanuel das críticas.
O que começou como a derrubada de um símbolo religioso e cultural terminou expondo algo mais profundo: a ampliação da crise de credibilidade que se instalou na gestão do prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuel.
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Mesmo dias após o episódio que gerou revolta popular, as explicações oficiais seguem insuficientes, enquanto novos elementos contradizem a versão divulgada pela Prefeitura de Parnaíba.
A cruz (cruzeiro), instalada há décadas na praia da Pedra do Sal e reconhecida como marco simbólico por moradores e pescadores, foi derrubada com uso de uma motosserra, sem aviso prévio à comunidade, sem notificação administrativa conhecida e sem apresentação pública de qualquer processo formal que justificasse a ação.
Diante da reação negativa, a gestão municipal anunciou a exoneração do superintendente de Turismo, alegando que a retirada ocorreu sem autorização do prefeito.

🎧 Áudio contradiz versão divulgada pela Prefeitura
Na gravação, que circula amplamente nas redes sociais e foi analisada pela reportagem, o ex-superintendente afirma que:
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pode até mudar alguma coisa (informação) para evitar falar o nome de alguém;
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Francisco Emanuel pediu para que ele não concedesse entrevistas no primeiro momento;
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e que a exoneração teria sido adotada como estratégia para conter os ataques e a repercussão negativa.
O trecho em que ele menciona a necessidade de “alinhar o que pode e o que deve ser dito” gera suspeita de tentativa de controle da narrativa institucional, o que amplia o desgaste e compromete a confiança nas informações oficiais divulgadas pela gestão.

📸 imagem: Helder Fontenele
Se confirmadas, essas declarações colocam em xeque a palavra do prefeito Francisco Emanuel e reforçam a percepção de que a exoneração pode ter sido mais simbólica do que administrativa.
Confira:
🏛 Caso deixa de ser pontual e se torna problema de governo
Com as contradições expostas, o episódio ultrapassa a esfera da Superintendência de Turismo e atinge diretamente o núcleo da gestão municipal, levantando questionamentos sobre:
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transparência na tomada de decisões;
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veracidade das versões oficiais;
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e uso de medidas administrativas para gestão de crise política.
Até o momento, não há informação pública sobre abertura de sindicância ou investigação interna independente, o que aprofunda a sensação de que o caso não está sendo tratado com a seriedade exigida.

📸 imagem: Helder Fontenele
❗ Crise de credibilidade se aprofunda com silêncio e falta de respostas
A permanência do silêncio institucional agrava o cenário. Perguntas centrais seguem sem resposta:
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Quem autorizou, de fato, a derrubada da cruz?
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Por que a versão oficial diverge do conteúdo do áudio?
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A exoneração foi apuração de responsabilidade ou contenção política?
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A gestão irá esclarecer oficialmente o teor da gravação?
Enquanto essas respostas não vêm, a crise de credibilidade da gestão Francisco Emanuel se amplia, afetando a relação de confiança entre Prefeitura e população.
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Da Redação do Tribuna de Parnaíba / imagens: Helder Fontenele
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